Estas são as consequências de dormir com… Veja mais

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Falar sobre corrimento vaginal ainda causa desconforto em muitas conversas, o que é uma pena, pois é completamente normal e necessário para a saúde íntima da mulher. Da adolescência à menopausa, o corrimento vaginal acompanha o corpo feminino como um mensageiro silencioso, informando-nos sobre o funcionamento interno do organismo. Compreendê-lo não só ajuda a aliviar medos desnecessários, como também permite detectar precocemente quando algo não está bem.

Muitas mulheres se preocupam ao notar mudanças no corrimento: seja um aumento na quantidade, uma cor diferente ou um odor diferente. E embora em alguns casos essas mudanças sejam normais, em outros podem ser um sinal de alerta. Portanto, saber o que é o corrimento vaginal, qual a sua função e como identificar quando é normal e quando não é, é fundamental para o autocuidado.

Para começar pelo básico, o corrimento vaginal é uma secreção produzida pelas glândulas do colo do útero e da vagina. Sua principal função é manter a região íntima limpa, lubrificada e protegida contra infecções. Em termos simples, o corrimento vaginal ajuda a eliminar células mortas e bactérias, criando um ambiente saudável que impede a proliferação de microrganismos nocivos.

A aparência do corrimento vaginal nem sempre é a mesma, e isso é completamente normal. Ele muda ao longo do ciclo menstrual, dependendo dos hormônios, da época do mês e até mesmo dos níveis de estresse. Por exemplo, nos dias que antecedem a ovulação, tende a ficar mais transparente, elástico e abundante, assemelhando-se à clara de ovo. Isso não é por acaso: o corpo está se preparando para facilitar a fertilidade.

Em outros momentos do ciclo, o corrimento pode ser mais espesso, esbranquiçado ou até mesmo quase inexistente. Após a menstruação, muitas mulheres notam um ressecamento temporário, que desaparece gradualmente. Tudo isso está dentro do esperado e não deve ser motivo de alarme se não houver outros sintomas incômodos.

Embora o corrimento vaginal normal possa variar em textura e quantidade, existem certas características que ajudam a identificá-lo. Geralmente é incolor ou branco, não tem odor forte ou desagradável e não causa coceira, ardência ou dor. Quando essas condições são atendidas, é muito provável que tudo esteja funcionando corretamente.

 

 

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O problema surge quando a secreção vaginal muda abruptamente e é acompanhada de sintomas incômodos. Uma secreção amarela, verde ou acinzentada, com odor forte de peixe, ou acompanhada de coceira, vermelhidão ou dor, pode indicar uma infecção vaginal. Nesses casos, é melhor não se automedicar e consultar um profissional de saúde.

Entre as infecções mais comuns está a candidíase vaginal, causada por um fungo. Geralmente produz uma secreção espessa, grumosa e branca, semelhante a queijo cottage, acompanhada de coceira intensa e ardência. Embora seja muito comum, especialmente após o uso de antibióticos ou durante períodos de baixa imunidade, requer tratamento adequado para evitar recorrências.

Outra condição comum é a vaginose bacteriana. Nesse caso, o corrimento costuma ser cinza ou branco, mais aquoso e com odor forte que se intensifica após a relação sexual. Embora nem sempre cause coceira, é importante tratá-la, pois pode levar a complicações se não for tratada.

Existem também infecções sexualmente transmissíveis que alteram o corrimento vaginal, como tricomoníase, clamídia e gonorreia. Essas infecções podem causar corrimento amarelado ou esverdeado, às vezes espumoso, e frequentemente acompanhado de dor ao urinar ou durante a relação sexual. Nesses casos, o diagnóstico precoce é crucial, tanto para a saúde da mulher quanto para a do parceiro.

Além das infecções, outros fatores influenciam o corrimento vaginal. O uso de contraceptivos hormonais, por exemplo, pode aumentar ou diminuir a quantidade de corrimento. A gravidez também causa alterações significativas, pois o corpo produz mais secreções para proteger o bebê de infecções.

O estresse, embora muitas vezes subestimado, também desempenha um papel importante. Quando o corpo está sob estresse constante, os hormônios flutuam, e isso pode se refletir em alterações no corrimento vaginal. O mesmo acontece com uma alimentação inadequada ou falta de descanso. A higiene íntima é outro ponto fundamental. Lavar a área externa com água e sabonete neutro é suficiente. O uso excessivo de duchas vaginais, produtos perfumados ou sabonetes agressivos pode perturbar o equilíbrio natural da vagina e levar a infecções. Embora possa parecer contraditório, às vezes a "limpeza excessiva" é a causa do problema.

 

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